segunda-feira, 28 de fevereiro de 2022

O que há debaixo do gelo na Antártida?

 

O continente da Antártida, que se expande por 14 milhões de quilômetros quadrados cobertos de gelo no Pólo Sul, ainda esconde mistérios fascinantes. Na história, poucos achados intrigaram tanto os geógrafos quanto a Cordilheira subglacial de Gamburtsev, situada abaixo da superfície de gelo.

Descoberta por exploradores soviéticos nos anos 1950, a Cordilheira de Gamburtsev é exatamente isso: uma cadeia de gigantescas montanhas que se estende por um comprimento de 800 quilômetros, o que a torna comparável aos Alpes, na Europa. Não se pode vê-la, na Antártida, porque está soterrada por uma camada de 4 mil metros de neve.

Ao observar todo o gelo que há na superfície, nem todo mundo lembra-se disso, mas a Antártida é uma área primariamente feita de terra firme. E a riqueza geológica desse continente chamou a atenção de um grupo internacional de pesquisadores, que decidiram mapear exatamente o relevo que há por baixo de tanta neve.

Munidos de potentes radares cujo sinal penetra no gelo, os cientistas puderam mapear exatamente qual o desenho geográfico do chamado “continente branco”. O resultado, que aparece ilustrado por computação gráfica, é uma maciça sequência de montanhas, lagos e geleiras, muito mais complexas do que se imaginava.

Essa complexidade, segundo os cientistas, tem muito a contar sobre a história geológica da Terra. Essa narrativa começa há cerca de 1,1 bilhão de anos, quando grandes porções de terra do planeta se uniram para formar um ex-supercontinente, chamado Rodínia. O que aconteceu a seguir foi uma série de dobramentos geológicos, nos quais o pico das montanhas erodia, mas a base das cordilheiras permanecia firme.

Esse processo se repetiu ainda algumas vezes. A cada novo dobramento, o ponto mais alto da Antártida (que hoje é a Cordilheira de Gamburtsev) ia ficando um pouco mais elevado. A configuração atual, que teria sido originada há cerca de apenas 35 milhões de anos, surgiu com a criação de geleiras, que soterraram paulatinamente a cadeia de montanhas nascida ali.

Esse foi o grande mistério solucionado: até antes dessa pesquisa, não se sabia o motivo de haver montanhas “jovens” instaladas no coração da Antártida. Isso ainda está apenas no campo da teoria, mas as providências para comprová-la já foram tomadas: os cientistas planejam um projeto para retirar amostras de rocha de Gamburtsev.


domingo, 7 de junho de 2015

A misteriosa Floresta de Aokigahara



Aokigahara (青木ヶ原), também conhecida como Mar de Árvores (樹海), é uma floresta de 35 km² situada na base noroeste do monte Fuji, no Japão.

A floresta contém um grande número de rochas e cavernas de gelo, alguns dos quais são pontos turísticos populares. Devido à densidade das árvores, que bloqueiam o vento, e à ausência de vida selvagem, Aokigahara é conhecida por ser estranhamente silenciosa.



Contam-se muitas lendas acerca da floresta. Algumas delas a relacionam com demônios e espíritos malignos característicos da mitologia japonesa e é conhecida por ser um local comum de suicídios. No ano de 2010, 54 pessoas completaram o ato na floresta, apesar de numerosas mensagens, em japonês e inglês, para que as pessoas reconsiderassem suas ações.

A placa diz: "A vida é um presente precioso dos seus pais. Por favor, pense nos seus pais, irmão e filhos. Não se preocupe sozinho. Converse conosco." Em relação aos suicídios.


Em média, são encontrados cem corpos por ano, alguns em avançado estado de putrefação ou até mesmo somente seus esqueletos.

O brasileiro Luiz Henrique Pelissaro esteve dias 2 e 3 de janeiro de 2010 percorrendo toda a extensão da floresta, e pôde comprovar que o lugar é realmente assustador. Diversos vídeos foram gravados, e poderão ser vistos no documentário que será lançado em fevereiro próximo, com muitas novidades, verdades e mitos sobre o tenebroso bosque.

Veja abaixo algumas imagens de corpos que foram encontrados no local:

Floresta de Aokigahara,Aokigahara








O bizarro museu das mumias de Guanajuato





Como o próprio nome indica, neste museu você não verá quadros ou esculturas, apenas múmias. Os exemplares são procedentes do Panteão Municipal de Santa Paula, em Guanajuato, no México.

As 108 múmias, cuja grande maioria são mulheres, são cadáveres de pessoas mortas por um surto de cólera que atingiu a cidade em 1833, e que foram desenterrados entre 1865 e 1958, quando a municipalidade passou a exigir o pagamento de taxas para que os corpos permanecessem no cemitério local. Caso os familiares dos defuntos não pudessem pagar a quantia determinada, perdia-se o direito sobre a sepultura, motivo pelo qual 90% delas foram tiradas de suas tumbas e armazenadas em um edifício próximo.

A notícia sobre a existência das múmias correu o país e, em 1900, apareceram os primeiros turistas interessados em vê-las. Os coveiros do cemitério cobravam uns poucos pesos pelas visitas, e com o tempo as múmias alcançaram uma fama tão grande que o edifício foi transformado em museu.

O mais impressionante é que nenhuma das múmias foi embalsamada, e sua extraordinária conservação se deve à composição do terreno onde foram enterradas, que fez com que os corpos se desidratassem enquanto o processo de decomposição foi inibido. Incrível, né?

Veja abaixo algumas imagens do museu das múmias:






















Flagra! Câmera de segurança registra fantasma atacando homem



Mais um vídeo encontrando no youtube que mostra uma situação curiosa: um homem está andando no corredor de um hotel desconhecido quando uma sobra parece colidir com ele, logo a coisa parece agarrar seu pé e o arrastar pelo corredor....

O vídeo foi publicado por um importante site de noticias americano e agora mais dois milhões de visualizações foi registrado. Pesquisadores já estão fazendo análises nas imagens para verificar se é real ou apenas uma montagem....

Vejam o vídeo e tirem suas próprias conclusões...


Creepypasta: SCP-1145

Item: SCP-1145
Classe do objeto: Geométrico

Descrição: O SCP-1145 é um urso de pelúcia de 30 cm de altura encontrado em Nagasaki, Japão, em 19**. O tecido externo é inteiramente de couro tirado de um Ursus thibetanus. As costuras são feitas de grossos fios de um tecido fibroso desconhecido. Nenhuma tentativa de retirar a cobertura do objeto foi feita, já que os protocolos de armazenamento do objeto não permitem contato longo o suficiente para a retirada de uma amostra interna. À exceção do focinho rudimentar, o SCP-1145 não tem quaisquer características faciais. O SCP-1145 pesa 9,4 kg, o que é consideravelmente pesado em relação a outros ursos de pelúcia semelhantes de mesmo tamanho. A causa dessa discrepância no peso é desconhecida.

O SCP-1145 é radioativo, com doses medidas entre 2.7 e ** PBq (N/T: medida de radiação). Em seu estado inativo, o objeto emite partículas alfa (graças à decomposição da cadeia de Pu-239) e beta (graças à decomposição da cadeia de Pu-241). Diferente das amostras de Pu-239 e Pu-241, porém, o objeto não emite radiação gama, comumente associada à decomposição radioativa.

A quantidade de radiação emitida pelo SCP-1145 em seu nível básico é de 2.7 PBq. Essa quantidade aumenta para ** PBq/s (N/T: Os ** representam informações desconhecidas) se o objeto não estiver iluminado. A presença da água ao redor é suficiente para absorver toda a radiação emitida pelo objeto, e ainda tem o efeito colateral de fornecer luz o suficiente para evitar que o SCP-1145 faça a transição entre estados.

Se deixado sem luz por um período excedente a três segundos, o SCP -1145 entrará em seu estado ativo. Quando nesse estado, o objeto passa a emitir radiação gama. O SCP-1145 começará a se mover na direção do ser humano mais próximo. Seu método de locomoção é desconhecido. Não obstante, testes mostraram que sua velocidade é de 45 m/s. Nesse estado, o objeto é capaz de passar por qualquer substância, irradiando fortemente qualquer superfície por que passar, mas sem causar qualquer dano visível.

Imediatamente após ficar a um metro de distância de seu alvo, o SCP-1145 aumentará suas emissões a uma taxa de ** PBqs a cada 30 segundos. As emissões vão continuar até que o objeto seja pego por seu alvo. Uma vez nas mãos do alvo, as emissões voltarão ao nível básico, desde que o indivíduo mantenha contato direto com o objeto. Com a morte do alvo, o SCP-1145 voltará a seu estado inativo. Mas, se o indivíduo morrer enquanto o objeto está sem luz, o SCP-1145 irá imediatamente retomar seu estado ativo, agora com um novo alvo.


sábado, 6 de junho de 2015

Contos de Terror - Último suspiro

Contos de Terror - Último suspiro















Por Camila Torbezz


Era uma noite calma, como todas as segundas-feiras. Do céu caía uma fria garoa que em contato com meu corpo proporcionava um arrepio desigual. Tinha recém-saído da aula de economia que hoje se prolongou por mais duas horas, o professor estava com um fôlego, louco para contar suas experiências da viagem à China. Pelo atraso da aula, perdi meu ônibus e tive que voltar sozinha pelas escuras ruas da cidade. Todas as lojas já haviam fechado e pela calçada os poucos que circulavam desapareciam ao entrarem em suas casas. Coloquei meus fones de ouvido para tornar a caminhada mais curta, escutava a quinta sinfonia de Beethoven, tal música me trazia uma paz interior inexplicável. A cada minuto de caminhada parecia que as ruas se tornavam mais escuras e vazias, já não se viam mais carros passando e muito menos pessoas, até as luzes das casas já estavam apagadas e ainda nem se passou da meia noite, havia algo de estranho acontecendo, disso eu tinha certeza.

Comecei a apressar os passos com anseio de chegar em casa logo e correr para os braços de meu marido, que já devia estar preocupado. Estava com a sensação de ter alguém me observando, mas quando procurava em volta, nada encontrava. A cada passo que dava uma gota de suor frio escorria pelo meu rosto, me dei conta que já estava correndo e tinha a certeza que alguém corria atrás de mim.

Não tinha mais forças para olhar para trás, ver quem era, saber o porquê me perseguia loucamente, só não via a hora de chegar em casa segura com a sensação de que tudo passou.

Eu não tinha mais fôlego para correr, decidi parar, me entregar ao desconhecido. Dei meu último passo, meu último suspiro e olhei para trás.

Não havia ninguém, nem ao menos um gato, a rua estava vazia como quando comecei minha caminhada. Pensei estar louca, mas me senti aliviada por ser apenas uma alucinação. Fui andando para minha casa e quando abri a porta dei um suspiro com tanto vigor, como se agradecendo por estar viva. E eis que, ao fechar a porta, encontro um estranho, vestido com um capuz preto, segurando uma faca ensanguentada e me admirando com um olhar maquiavélico. Aquele com certeza foi meu último suspiro.


Contos de Terror - Força mortal

Por Alexandre Cthulhu


Quero a minha vida de volta

Destruidora abstinência
Ilustre indulgência
Que me mantém forte,
Apesar da morte!


A espada brilha no altar
O sino badala estridente
Oh, alma indolente
Que teima em não ressuscitar

Liberta a força que há em ti
Pobre ser vivo
Esquartejado e sacrificado
O teu sangue derramado
Sob o pentagrama
Enquanto eu jazo na lama
Das trevas

Satan,

Livrai-me do vómito
Livrai-me do óbito
Traz-me à vida
Não pela ceifa
Mas pela meita
Amo poderoso
Meu ser fogoso
Pelo murmúrio do vento para além do Norte
Pelo murmúrio do vento para além do Norte
Pelo murmúrio do vento para além do Norte
Fujo da morte
Faz-me Forte!
Fujo da morte
Faz-me Forte!


O meu nome é Abaddon, nome hebraico que significa destruidor.


Sou líder de uma banda de black metal, chamada “mortal Terror”. Há dois anos gravámos uma demo, e neste momento estamos a preparar o nosso primeiro álbum de originais. A banda ambiciona crescer e afirmar-se no panorama nacional e internacional de Black metal. A cover art (1) para a nossa capa foi encomendada à empresa luciferium war graphics, e as misturas finais do album vão passar pelas mãos de Eirik Hundvin, respeitado produtor Norueguês, mais conhecido por Pytten. Ele produziu álbuns de bandas como os Gorgoroth , immortal e Burzum. Este último, estava actualmente preso por ter sido condenado a 21 anos de prisão por ter assassinado euronymous, outro músico do meio black metal norueguês.


Eu sou guitarrista, vocalista e também escrevo todas letras das músicas. Este poema (força mortal) é o tema principal do trabalho que os “mortal Terror” vão lançar, intitulado “Oraculus diabolcum”.


Onde me inspirei para o escrever?

Apenas na minha essência, numa viagem longa que eu fiz pelas profundezas do meu ser, onde contactei com o meu verdadeiro eu - e me descobri satânico!


Após ter tido esta tomada de consciência, vasculhei tudo em busca de livros que me ajudassem a fundamentar esta minha convicção interior. Foi quando obtive o contacto de um grupo satânico da zona de Sintra, e após algumas insistências da minha parte, lá consegui ter uma reunião com eles, até que me aceitaram no grupo e me concederam o livro proibido: A “Bíblia satânica”.


Não nascemos ateus nem cristãos. Nascemos satânicos!

“Satan é indulgência e não abstinência!

Satan representa todos os denominados pecados, uma vez que todos eles conduzem à gratificação física, mental e emocional”



“Toda e qualquer criança é satânica assim que nasce e, à medida que vamos crescendo vamos perdendo toda a pureza e tornamo-nos “noutra coisa” diferente, por influência ou por imposição.”


Tenho reflectido muito sobre os dogmas da religião e sob os quais a nossa educação é erigida. A religião não é dada como algo garantido à nascença. Porquê que a religião cristã nos leva a negar os frutos da vida?

Porquê que temos que renunciar ao prazer dos sentidos?

Esta moralidade é uma fraude.

Enquanto crianças, somos indulgentes - Não nos privamos dos nossos desejos naturais e inatos. Fazemos tudo para obter o que desejamos num determinado momento.


Para o satanista o “diabo” é apenas uma figura cristã.

Eu venero-me a mim mesmo. Satan é uma palavra de origem hebraica, que significa” adversário”, opositor”, “inimigo”. Satan é o “opositor” de todo e qualquer Deus. Assim, o único Deus que eu reconheço, sou Eu próprio!


Assim diz a bíblia em que eu acredito – A satânica!


A minha mulher, Ângela, uma musa lindíssima que conheci num concerto dos “Moonspell”, não partilha desta minha tendência ideológica, mas é uma fiel companheira e uma excelente teclista - Eu amo-a acima de tudo.
Ela corresponde-me com todo o seu amor e pureza.

O mesmo já não posso dizer dos meus pais, que não aceitam esta minha atitude (o tornar-me satanista, e formar uma banda que invoca a morte, a violência e Satanás). Eles simplesmente cortaram relações e viraram as cotas a mim e à minha querida Ângela.

Eu até respeitava esta tomada de decisão por parte deles, pois em toda a sua vida foram Católicos praticantes, mas por mais que eu lhes tentasse explicar que, ter-me tornado satanista não implica adorar o demónio, eles simplesmente não aceitam.


Infelizmente, a decisão que eles tomaram foi a mais fácil: banir-me da família e deixarem de falar comigo. Compreender um jovem e entrar no mundo dele é sempre muito complicado para os progenitores… infelizmente.



O afastamento deles foi tao grande que até começaram a tecer mentiras sobre a minha pessoa. Sempre que eram questionados acerca da minha banda, eles desmentiam, inventando que não era eu o vocalista, mas sim alguém parecido comigo. Quando alguém lhes perguntava por mim, respondiam que eu tinha ido estudar para um colégio particular, em Lisboa.


Bem, a verdade é que eu e Ângela vivemos com sérias dificuldades financeiras!


Além da banda, eu e Ângela não temos absolutamente nada, (enquanto eles têm tudo). Eles devem ser as pessoas mais ricas da região de Ílhavo: São ambos médicos de profissão e são proprietários de duas clinicas de diagnóstico e radiologia. Ostentam luxos extravagantes, e habitam numa moradia enorme que lhes custou 200.000 euros!

Enfim, têm mesmo “tudo”, e ela tinha muita inveja disso!


Na segunda-feira passada, o proprietário da garagem onde a banda costuma ensaiar ameaçou-nos com uma acção de despejo, pois já tínhamos 2 meses de renda em atraso, - as economias dos “Mortal terror” tinham sido todas gastas na produção do álbum e o pouco dinheiro que sobejara, nem chegava para pagar a renda de um mês.

Andava ensimesmado em arranjar soluções, mas n as vislumbrava em lado nenhum, até que decidi ligar aos meus pais para me ajudarem. Mas a reacção deles ao telefone, foi muito má, acabando até por me por me rebaixarem e humilharem. Em fúria, desliguei o telefone na cara deles, completamente enlouquecido, pois fizeram-me sentir como se fosse um mendigo. O meu pai até teve a ousadia de me comunicar que me tinha deserdado, e que já tinha falado com o advogado da família para me excluir do seu testamento.


Quando regressou a casa, a minha doce Ângela não me conseguiu acalmar.

- O que eu mais queria era que eles morressem! – Bradei desesperado e cheio de fúria.

- Tem calma, meu amor. Eles não merecem o filho que têm! – Sussurrou-me a minha amada, numa tentativa vã de me consolar.


Eu era filho único.


Durante toda a minha infância todos os mimos e atenções eram apenas dirigidos a mim. Nunca me preocupei em arranjar emprego ou dedicar-me aos estudos, pois achava que tudo o que eles possuíam, um dia seria meu… mas afinal estava enganado.


Aos 15 anos comecei a sair e passei a assistir a concertos de bandas de Heavy metal, o que me influenciou de tal modo, que até deixei crescer bastante o cabelo. Gostava de me vestir apenas com cores negras. Fiz várias tatuagens com imagens satânicas e adornei o meu corpo com vários brincos, e piercings.

Mais tarde, formei a minha primeira banda de Heavy metal, Os “Black Demon”. Tocávamos em bares e pubs, mas nada de original, apenas covers de bandas de Heavy e thrash.

Mais tarde formei os “Terror Mortal”, e passados dois anos, ganhámos um concurso de bandas Hard Club de Gaia, o que nos ajudou a gravar uma demo. Até aqui tudo bem, mas o que deixou os meus pais em pânico, foi a capa do CD, pois era uma exibição clara do demónio a possuir sexualmente uma freira. O conteúdo das letras era bastante agressivo, pormenor, que os deixou estupefactos.

Depois conheci a Ângela e mais tarde, saí de casa dos meus pais e fui viver com ela para um pequeno anexo alugado.

Ela e a banda eram a minha vida- mais nada me interessava. Mas este não era o futuro que eles tinham idealizado para mim. Então passei a ser tratado como um “bastardo”. Depois decidiram castigar-me” da forma mais rude que eu podia alguma vez imaginar – negarem-me tudo a que tinha direito.

Na sexta-feira, após ter estado a ensaiar com a banda, voltei a casa um pouco deprimido, pois tinha discutido com os restantes elementos da banda devido a divergências que já começavam a rebentar entre nós. Eu andava nervoso, pois não sabia como resolver estes problemas.

- Odeio os meus pais. O que eu mais queria era que eles morressem! – Desabafei naquela noite. Sentia-me desesperado.

- Eu também os odeio, amor. – Redarguiu Ângela num tom pesaroso.

- Se continuarmos assim, vamos ter de parar com a banda, amor.

- Mas a banda é tudo o que temos, querido. Foi tudo pelo que sempre lutaste – Afirmou ela.

- Não dá, amor. Temos que arranjar dinheiro. Temos que parar com a banda e arranjar um emprego, sei lá...

- Não, lindo! Os teus pais têm que nos ajudar. Eles são ricos, porra!

- Sabes que não posso contar com eles para nada. Até já me deserdaram, como tu sabes!

- Porque tu deixaste! A tua religião diz, “Satan representa bondade para aqueles que merecem e não amor desperdiçado em ingratos”. “Satan representa vingança e não dar a outra face”! – As palavras dela espancaram-me como murros no meu estômago.

“A tua religião diz… a tua religião diz… a tua religião diz… “


Paulatinamente, mas também de uma forma subtil, Ângela precipitou-me para “aquele abismo” que Allan Poe descreve no seu “Demónio de perversidade”, impelindo-me para os limites da minha loucura.
“Se algo lhes acontecesse, tudo aquilo seria nosso”...”Eles tratam-nos como mendigos, quando dizemos que precisamos da ajuda deles”...”Parece que gostam de mandar nas nossas vidas”...


“Algo tem de ser feito, Abaddon, faz algo”... “Algo tem de ser feito, Abaddon, faz algo”... “Algo tem de ser feito, Abaddon, faz algo”...
Estas frases, repetidas e proferidas pela voz doce e musical da minha linda Ângela, badalaram lugubremente no meu espírito, assolando-me noite após noite, até à data do eclipse solar, que coincidia com uma enigmática sexta-feira, dia 13 de Agosto.


Nessa manhã acordei completamente alucinado. Tinha sido atormentado durante toda a noite por pesadelos apavorantes. Olhei em redor do quarto, e apercebi-me que Ângela já tinha saído.
Sobre a mesa-de-cabeceira estava um bilhete deixado por ela:


“Meu amor,

Na vida, temos poucas oportunidades para sermos felizes. Só se é realmente feliz quando fazemos aquilo que amamos, aquilo que nos ferve por dentro. Se achas que devemos ir trabalhar, tudo bem. Mas lembra-te que tens uns pais ricos, e se eles te deserdaram, (não tendo eles mais filhos), a quem vão deixar aquela fortuna toda? À igreja?...

Pensa nisto.

Volto à noite

Amo-te para sempre.

Beijos

Ângela”


A minha estimada Ângela tinha razão. Pois os meus pais fartavam-se de doar dinheiro à igreja. Da última vez que a igreja precisou de fazer obras, foram eles que as pagaram. Foram “apenas” 20.000 euros...
Abandonei o apartamento com o desespero na minha alma.


A primeira coisa que fiz foi enfiar-me na tasca que fica logo em frente à minha casa, e logo ali emborquei quatro cervejas.

Segui caminho a pé até à casa dos meus pais, e a meio do percurso parei noutro café, onde bebi mais umas três cervejas com vários whiskys pelo meio. Repeti este ritual nem sei quantas vezes, durante toda a manhã. Ainda não satisfeito, meti alguns speeds no bucho.


Atravessei a ponte e observei a paisagem.


“O rio quando permanece na sua placitude, parece embalar as pequenas embarcações no seu regaço, tal como uma mãe acarinha um rebento no seu colo” – meditei.
Recordei-me da face terna da minha mãe e chorei. Contudo, as minhas lágrimas secaram sob o negror súbito que se apoderou, não do meu espírito, mas do... mundo! O eclipse estava a ocorrer e eu senti-me assombrado. Ai de mim!...


Agora suportava paulatinamente o despertar do assassino que se incubava no meu corpo. Em vão, tentei reprimi-lo, mas a sua malvadez era poderosa e apossou-se vagarosamente da minha alma.

E foi já metamorfoseado neste “carrasco” que me aproximei da casa “deles”.

Oh sim, a noite já mostrara a sua face, mas eu não. Eu não estava possuído! Antes pelo contrário. Os possessos não entendem nada de nada.


Contornei a casa até às traseiras e galguei o muro pelo local onde o fazia sempre, quando não queria que eles soubessem a que horas eu chegava a casa.

Eu estava bem disfarçado. Se alguém me visse, não podia afirmar que era eu - aquele que ali vivera tanto tempo. O “zorro”, o RottWeiller, aproximou-se de mim a rosnar, mas de imediato sussurrei o seu nome e ele reconheceu-me. Dei-lhe algumas festas no corpo, e serenamente fui amarra-lo na sua casota. Afastei –me e fiz-lhe sinal de silencio com o dedo,  o que ele obedientemente acatou.



Trespassei a porta das traseiras e penetrei pela casa dentro. A aparelhagem estava ligada e tocava “Gospel” - (que horror!).


Aproximei-me da sala, mas inesperadamente fui surpreendido pelo meu pai. Nem olhei para o rosto dele.

Puxei do punhal e descarreguei-lhe vários golpes acertando onde calhasse. Ele ainda tentou dar luta, mas quando o atingi no peito, foi quando o vi cair brutalmente no chão, ficando a arfar que nem um animal em aflição. Não imagino quanto tempo mais ele se aguentou naquele sofrimento, mas não deve ter sido muito.

Imediatamente a seguir, dei pela presença da minha mãe. Aproximou-se aos gritos, mas estranhamente, não lhe reconheci a voz.

Atirou-se a mim, tentando-me deter. Elevei o braço para a apunhalar, mas ela conseguiu desviar-se, prendendo-me a mão, mordendo-a depois, ferozmente. Este gesto despertou ainda mais a minha ira, o que me obrigou a desferir-lhe um pontapé na cabeça, que a arrumou de vez.

O efeito do álcool não me deixava ver com nitidez. Por isso esperei o momento oportuno para lhe dar um golpe que a imobilizasse, pois ela já se preparava para fugir em direcção à rua.


Ergui-me e corri atrás dela, prendendo-a pelo pescoço. De seguida, atirei-a ao chão e atingi-a com a lâmina no braço direito, o que a fez gritar estridentemente, ficando agarrada ao membro ferido. Num ímpeto, saltei para cima dela e desferi-lhe várias punhaladas no peito. O último golpe que lhe descarreguei tirou-lhe de imediato a vida. Ela nem gritou nem gemeu, apenas ofegou durante uns segundos, depois desfaleceu. Não perdi tempo a certificar-me se respirava ou não. Coisa estranha matar pessoas. Não é diferente de matar um animal, sabem?


Estava feito. O meu tormento tinha terminado ali, naquele momento.

A aparelhagem ainda tocava os horríveis cânticos religiosos. O Zorro agora ladrava estridentemente e ouvia-se em toda a vizinhança. Não havia de tardar, que a curiosidade daquela gente ávida por coscuvilhice aparecesse ali a bater à porta, para saber o que se estava a passar. Seguidamente, viria a polícia eu estava fodido.

Ting tong! - Hora de abandonar a casa, rápido!


Mas algo me dizia que eu tava a descartar coisas importantes, e eu não podia deixar as coisas assim. Apesar de ter calçado umas luvas descartáveis, eu também estava a sangrar. Portanto havia “provas” que me comprometiam seriamente. Tinha que pensar rápido – O que estava a ser difícil.


Tentei imaginar “algo” que eliminasse estas provas. Lembrei-me de um incêndio, e num ápice dirigi-me à cozinha, onde desapertei completamente a válvula do gás. Depois liguei os quatro bicos do fogão e deixei-os a libertar gás.
Seguidamente, abandonei a casa pelas traseiras e de lá atirei o isqueiro aceso para o interior da residência. O zorro ainda tentou correr atrás de mim na brincadeira, mas eu nem lhe liguei.


Não podia perder tempo nem deixar quaisquer vestígios. Quando o gás alcançasse a chama do isqueiro, havia de se dar uma explosão e em poucos minutos a casa ficaria em labaredas. O fogo consumiria os cadáveres que jaziam lá dentro e assim eu garantia um cenário ilusório de aparente “tentativa de assalto mal sucedido”, cujo intruso recorrera ao incêndio para ocultação das provas.  – Agora sim, eu estava a raciocinar.


Nunca cheguei a saber se a casa explodira ou não, pois não escutei qualquer som, que se assemelhasse a um estouro. Talvez devido à rapidez com que me ausentei do local, calculo. Tinha corrido velozmente pelo meio do matagal que se estendia pela zona envolvente da localidade, que eu tão bem conhecia. Tinha brincado ali durante todo meu tempo de escola...



Ao fim de alguns quilómetros, parei para estabilizar a minha respiração. Doíam-me os músculos das pernas, de tanto correr.

Olhei em redor. Inesperadamente, afiguraram-se-me várias recordações felizes da minha infância. Senti um vazio, e comecei a ficar cheio de frio. O “monstro” tinha-me abandonado. Oh, eu já não era “ele”. Tinha voltado a ser o Zé, como carinhosamente a minha mãe me chamava... – Tentei sacudir essas doces recordações do meu espírito, mas não consegui.


Então continuei a correr. Percorri mais alguns quilómetros até à localidade mais próxima, onde apanhei um táxi, que me levou até casa. Só pensava em cair nos braços da minha doce Ângela.


O apartamento estava estranhamente silencioso. Imaginei que ela pudesse ainda não ter voltado. Mas ela surgiu, vinda da sala, fascinantemente bela como uma diva. Trajava uma camisa de noite comprida, negra e transparente, que lhe realçava a sua volúpia desconcertante. O seu cabelo cor de Cobre estava completamente solto e caia-lhe sobre os ombros. Oh, como eu amava aquele seu estilo gótico, que tanto me seduzia e me deixava louco.

Senti o seu abraço forte e duradouro. Depois, pegou-me pela mão e levou-me para a sala, que estava iluminada por dois candelabros que seguravam longas velas brancas, que queimavam serenamente.


- Minha querida... – Sussurrei entre soluços agoniantes.


Ângela fixou-me, penetrando os seus olhos negros em mim. Não falou. O seu silêncio lúgubre levou-me a concluir que ela sabia o que tinha acontecido, tal como uma Deusa que conhece todos os passos do seu servo.

- Amo-te Abaddon.... – Murmurou ela com uma voz inexpressiva, pousando a sua mão suave sobre o meu cabelo.

Acabámos a noite a fazer amor. Amámo-nos como nunca, num clima de arrebatadora loucura e incessante desejo. Eu era louco por ela. Eu morria por ela. Eu matava por ela...


Às três e meia da madrugada, a porta da minha casa foi sacudida por violentas pancadas que me fizeram despertar numa perturbação inquietante. Ergui-me da cama e fui ver o que se passava. Olhei para Ângela também já estava acordada, mas mantinha uma expressão imperturbável.

- Quem está aí? O que quer? – Inquiri.

- Policia!...abra a porta imediatamente – Uma voz fria penetrou pela minha casa dentro, como um tiro no escuro.

Respirei fundo. Apertei o Baphomet (2) que trazia ao peito e abri a porta nervosamente. Tentei não demonstrar qualquer receio ou hesitação.


Deparei-me com três homens que se identificaram sendo da Policia Judiciária - estavam bastante sisudos.

Um deles ainda disse “boa noite”. O outro, que devia ser mais graduado, perguntou-me o nome e de seguida informou-me de que o Juiz de turno do tribunal de Aveiro emitira um mandato de captura, o que os obrigava a deter-me imediatamente.

Naquele instante senti-me como se o meu corpo tivesse ficado sem sangue. Olhei para o agente e ofereci-lhe os meus punhos, que ele agrilhoou com um par de algemas grossas e frias.


Abandonei a casa com os meus olhos fixos em Ângela, a quem eu dirigi um breve “amo-te muito” através dos meus lábios mudos. Depois fui abruptamente transportado para o Golf, que arrancou com grande velocidade.


Nas instalações da PJ fui sujeito a um extenso e fatigante inquérito por parte do chefe de brigada, que me informou sobre os crimes que eu era suspeito: Homicídio e tentativa de ocultação de crime.
Também me comunicou que havia testemunhas que declaravam ter-me visto no local do crime, na noite de sexta-feira, dia 13 de Agosto.


Ao fim de longas horas de interrogatórios, fui, por fim, guiado para  os calabouços húmidos, onde aguardei pelo desenrolar das investigações. Comecei a desconfiar que aqueles gajos deviam estar fazer “bluff” com aquela história das testemunhas, pois seria impossível alguém ter-me avistado por ali, até porque eu tinha tomado precauções para que ninguém me reconhecesse, ocultando sempre cuidadosamente o meu rosto.

Aguardei com a mais pura das descontracções que tudo se resolvesse, pois eu sabia que a polícia trabalhava mal, e jamais iriam encontrar as provas que me podiam incriminar de facto.


De manhã fui acordado pelo ruído perturbador do destrancar da porta gradeada da minha cela.


-Senhor José, venha comigo. – Ordenou o guarda prisional com uma voz firme.

- Com certeza, senhor guarda. Finalmente os “bófias” concluíram que estou inocente, não é verdade? – Indaguei eu, virando-me para o guarda que me escoltava.

-Não, senhor José. Você tem visitas!

- Visitas?... Quem? A minha Ângela? – Insisti ansioso.

-Não. São os seus pais! – A frase produzira o efeito de um tiro na minha cabeça. O guarda silenciou-se e isso deixou-me pensativo. Enquanto percorria o corredor que me levava à sala de visitas, o meu cérebro examinou todas as hipóteses de tal eventualidade ser real ou possível.

- Oh, deve haver um equívoco, os meus pais estão m... – o meu discurso fora interrompido pela imagem assombrosa dos meus progenitores, que se mantinham com um aspecto saudável e...”vivos”!

- Pai?... mãe?... – Balbuciei, incrédulo. Depois até sorri, por os ver ali (com vida), na minha presença. Por outro lado, persistia a dúvida pavorosa que me martelava o espírito – A quem tinha eu tirado a vida, afinal?...


A minha mãe estava com um ar de quem não dormia há algumas noites. Pegou no auscultador e desferiu-me um olhar de franca piedade antes de começar a falar.

- Porque fizeste aquilo, meu filho? – Indagou ela com um tom carregado.

- O que fiz eu?... – Perscrutei inocentemente. A minha franqueza levou-os a pensar que eu estava louco.

- Entraste na nossa casa e apunhalas-te os teus tios que tinham sido convidados para passar uns dias lá em casa. – Afiançou o meu pai com bastante frieza.

- Eu?...

- Sim. Nós estávamos na cozinha, e eles andavam lá por casa...mas quando tudo aquilo começou a acontecer, escondemo-nos na dispensa, com medo. Meus Deus! Filho, porque fizeste aquilo?...Ainda fomos a tempo de fechar o gás, senão também já não estaríamos aqui! – Proferiu a minha mãe entre soluços.


Após escutar as palavras dela, ainda levei algum tempo até compreender o erro que realmente tinha cometido. A falta de lucidez, causada pelo álcool, levara-me à perturbação dos meus sentidos, o que me impeliu para uma loucura desmedida, atacando os inocentes que me apareceram à frente, sem sequer imaginar, que poderiam ser outras pessoas, que não os meus pais.

Senti o sangue a enregelar-se-me nas veias, e deixei de sentir o chão sob os meus pés. Tinha voltado as costas à luz, e agora tudo à minha volta eram sombras.


A loucura, não é mais do que a destruição da armadura da nossa lucidez. Falar dos meus pensamentos, agora não faz nenhum sentindo, pois nada me afecta, excepto o terror de enfrentar estas barras de aço por onde espreito todos os dias, para me recordar que existe um mundo aí fora, muito diferente deste que eu suporto aqui, com grande amargura.

- Oh Ângela, meu amor – Berro eu todas as noites do fundo deste “inferno”, que é o meu calabouço...


Mas a minha querida Ângela nunca me respondeu.

Contos de Terror - Banquete

Contos de Terror - Banquete


Por Mirlene  Souza

O disco deslizava na vitrola com suavidade e preenchia o ambiente com acordes agradáveis de jazz. Era uma sala ampla, com janelas altas e envidraçadas. Do lado de dentro, cortinas de tecido translúcido flutuavam seguindo o ritmo da brisa que vinha de fora, desenhando um delicado balé em tons de amarelo e dourado. Mobília antiga, em madeira nobre e preciosos veludos e brocados, adornavam o grande cômodo ostentando riqueza e sofisticação. Tapetes caros, vasos de porcelana e um grande espelho francês sobre o aparador do século XIX. Tudo isso completava o cenário de luxo e opulência que aquela sala de jantar traduzia.

No centro, a mesa do banquete repousava solenemente sob a luz do enorme lustre de cristal. Longa, pesada e escura. Cercada por duas dúzias de cadeiras de espaldar alto, coberta pelos mais variados pratos e iguarias. A prataria reluzia, espalhando faíscas luminosas por entre as taças e garrafas de vinho e champanhe. Um porco descomunal descansava no meio da mesa, gorduroso e grotesco, abocanhando uma grande maçã, vermelha como sangue fresco. Pratos de guisados, tigelas de cremes e molhos de todos os tipos, bandejas de faisões e perus. Doces, tortas e bolos. Bifes exageradamente suculentos, pães de crosta grossa, peixes trazidos de mares exóticos e incontáveis tipos de frutas empilhadas em baixelas de prata. Um enorme caos de comida e bebida que pareciam não ter fim.

Sentado na cabeceira, o anfitrião estava satisfeito. Sentia um prazer peculiar rodeado por toda aquela confusão de cores, cheiros e sabores. A desordem da mesa lhe trazia uma espécie de excitação ao espírito e o deixava quase eufórico. Observava os convidados sem muita curiosidade. Gente que ele conhecia bem pouco, mal sabia seus nomes, onde moravam ou o que faziam. Uma moça loura com quem trocou algumas palavras num trem, um homem de meia idade que encontrou por acaso num bar, um jovenzinho que tentou lhe vender bilhetes de loteria, uma garçonete tagarela de um restaurante barato e mais uma dezena de outras figuras igualmente banais e desinteressantes.

Bebeu um longo gole de vinho. Pousou a taça e voltou a observar com prazer o banquete caótico e confuso. A comida ainda fumegava, disposta ao longo da mesa naquela falta de ordem e de cuidado que tanto lhe agradavam. As aves, os peixes, as sopas. Os pequenos bolos confeitados delicadamente com açúcar.  As carnes assadas com batatas e legumes. As taças de vinho viradas. As cabeças caídas sobre o peito ou dentro de pratos comidos pela metade. A moça loura sangrava pela boca e pelas narinas. O jovem vendedor de loterias ainda regurgitava o resto do creme de cebolas que acabara de comer. Alguns caíram das cadeiras enquanto se contorciam e se debatiam após o veneno começar a fazer efeito. Outros apenas tombaram as cabeças e morreram com mais tranquilidade. Mas no fim estavam todos mortos. Os olhos saltados. As bocas entreabertas. As faces em tons que variavam do roxo ao esverdeado. Mortos.


O anfitrião esvaziou a taça. Um fio avermelhado de vinho escorreu-lhe pelo canto da boca. Encarou o enorme porco com a maçã enfiada na boca. Sorriu, satisfeito. Naquela noite havia comido muito bem.

Misteriosa cratera gigante na Sibéria intriga cientistas

Misteriosa cratera gigante na Sibéria intriga cientistas, cratera na sibéria Um misterioso buraco gigante na Sibéria, na Rússia, tem deixado os cientistas e a população espantados. Um vídeo feito por um helicóptero mostra a estranha configuração e uma espécie de combustão ao redor da cratera.

Os relatórios iniciais e as imagens foram suspeitos de serem falsos, mas o buraco é um fenômeno real. O vídeo foi feito enquanto o helicóptero sobrevoava a área de Península de Yamal (também chamada de ‘fim do mundo’), ao norte do país, onde estão grandes campos de extração de gás.

O buraco tem cerca de 80 metros de diâmetro, mas sua profundidade ainda não foi estimada. Segundo The Siberian Times, uma equipe de cientistas foi enviada para recolher amostras no local e investigar o buraco.

Enquanto não há respostas para o mistério, surgem diversos rumores na internet sobre a origem da cratera. Enquanto alguns acreditam que o buraco surgiu após a queda de um meteorito, outros apontam que a cratera é um vestígio deixado pela aterrisagem ou queda de um ovni.

Anna Kurchatova, do Centro de Investigação Científica do Sub-Ártico, disse ao jornal que o buraco pode ser resultante do aquecimento global. Segundo a cientista, o solo congelado acumulou ao longo dos séculos bolsas de uma mistura de gás, água e sal. Com o calor, o local acumulou uma pressão suficiente para provocar uma explosão semelhante à da rolha de uma garrafa de champanhe.

Veja abaixo o vídeo feito pelo helicóptero:




Misteriosa cratera gigante na Sibéria intriga cientistas

Misteriosa cratera gigante na Sibéria intriga cientistas



O MISTÉRIO DO BARRANCO DE BADAJOZ

"Um lugar afastado e de difícil acesso, em uma ilha no Oceano Atlântico, seria o local ideal para a instalação de algum tipo de base com um tipo de portal para outra dimensão ou época?"
Porque um lugar como esse, o qual não desperta nenhuma suspeita apresentaria diversos tipos de fernômenos presenciados por diversas pessoas ao longo do tempo?"
Seria ficção, se não fosse real.
Este local existe, e se chama "Barranco de Badajoz".

O artigo a seguir é sobre os detalhes e acontecimentos ocorridos neste estranho e misterioso local!



Ilha de Tenerif (Região das Ilhas Canárias - Oceano Atlântico)

Em meados de 1912, escavadores trabalhavam em busca de água em uma região chamada de Barranco de Badajoz em Guimar na Ilha de Tenerife território Espanhol [Coordenadas GPS: Latitude / Longitude = 28°18'15.53"N, 16°27'14.58"W].
Eles escavavam em longas e profundas cavernas quando um acidente assustou a todos os escavadores presentes, este acidente ocasionou em um desabamento revelando algo até então nunca visto por nenhum eles.
O desabamento deu aceso a uma enorme galeria onde seres até então nunca vistos foram encontrados de forma inesperada, uma vestimenta branco cobria as suas peles também de cor branca que ao olhar humano parecia ser fluorescente.
Os trabalhadores puderam observar ao total de 3 seres de igual aspecto se juntando e aproximando dos mesmo, os trabalhadores ficaram surpresos com cujo acontecimento e sairam correndo abandonando assim a mina e as escavações que os levaram a tal descoberta.

Correram prontamente até a base mais próxima da Guarda Civil e relatam o ocorrido aos policias que estavam de plantão que imediatamente tomaram o local vasculhando em busca desses seres nunca antes vistos, para a decepção dos trabalhadores nada foi encontrado e todo o local estava novamente fechado não dando lugar a enorme galeria subterrânea que havia sido encontrada.
As autoridades desestimularam o caso não dando sequencia as investigaçãoes acabando por abafar o insólito acontecimento.
Mais tarde existiu quem afirmasse que alguns trabalhadores disseram que os seres ao qual tiveram contato tentaram lhes mostrar onde havia água, porém, os escavadores se assustaram com esse contato e a tentativa amistosa de comunicação pelos seres foi frustrada.

Outro acontecimento que intrigou a todos os moradores locais foi um que teve como protagonista uma jovem menina.
Certo dia seu pai a deixou sair para pegar frutas e brincar, sendo que a garota desapareceu.
Foram realizadas buscas pela região mas nenhum sinal da garota foi encontrado.
Foi dada oficialmente como desaparecida em circunstâncias misteriosas. 
Misteriosamente cinquenta anos depois ela reapareceu como se nada houvesse acontecido, estava da mesma forma que havia sumido, com a mesma idade e com suas roupas intactas, como no dia em que desapareceu.
Mas tarde foi comentado que a garota disse ao seu pai após o seu retorno, foi a seguinte:
Disse que foi para a ravina em busca de frutas, e que lá adormeceu ao pé de uma árvore de pêra onde mais tarde foi despertada por um ser alto vestido de branco.
Como a aparência do ser era muito bonita, ele não despertou nenhum medo na menina, sendo que ela aceitou sem hesitação o convite que ele fez para acompanhá-lo.

A menina disse que acompanhou o ser até dentro de uma caverna na qual existiam alguns degraus a descer.
No final da descida havia um jardim onde existiam mais seres como aquele que a levou até lá, e todos vestidos de branco.
A garota permaneceu durante alguns minutos conversando com eles, sendo que o mesmo ser que a levou até lá, retornou com ela de volta para a saída da caverna, dizendo adeus.
Algumas pessoas garantem que a menina ainda está morando no mesmo bairro (San Juan), mas nunca quis que divulgassem seu nome. 
As investigações deste insólito acontecimento também foram desestimuladas pelas autoridades, se tornando um grande mistério sobre o que realmente aconteceu com a garota.
Teria a garota entrado em um portal "espaço-tempo", onde para ela junto com os seres se passou apenas algumas horas, sendo que na verdade se passaram 50 anos em nosso planeta?

Imagem de Satélite (Google Earth) da Região do Barranco de Badajoz

Outro fato intrigante que ocorreu na região do Barrando de Badajoz, foi no dia 1 de julho de 1991, quando um grupo de pesquisadores e cientistas conseguiram fotografar algo que os intrigou.
Ao subirem pelo Barranco de Badajoz o grupo escutou um estranho barulho e um dos pesquisadores tirou uma foto direcionada ao nada já que a escuridão da noite tomava o local.
Ao verem o que havia saído na foto perceberam que algo nada convencional surgiu na imagem da fotografia, parecendo com um ser que estava voando.
Devido à esse fato, muitos apelidaram tal imagem de "O ser Alado"
A foto citada foi uma das fotografias mais inquietantes feita até hoje neste mistérioso local.


          



Havia muitos objetos tidos "com poderes místicos" ou talismãs que a SS de Hitler (especificamente o Departamento de Arqueologia alemão) procurou por todo o mundo: a Arca da Aliança, a Pedra do Destino, O Santo Graal, a Lança de Longinus, etc...
Alguns desses itens tiveram a infelicidade de cair em suas mãos.

A fotografia abaixo, de adaga decorativa representando um ser alado, foi levado por Francisco Padrón Hernández, o qual relatou que estava a três dias em sua posse, dizendo que foi encontrado em 28 de Julho de 1991 às 15:00' por uma pessoa de confiança.
Em 28 de julho de 1991, uma pessoa encontrada na ravina do punho ou aparar um punhal com a escultura de um ser alado.
Segundo pesquisadores, as asas da adaga, bem como seus detalhes, indicam que pertenceu à SS de Hitler durante a segunda guerra m undial, mostrando que os nazistas visitaram a região do Barranco de Badajoz.



Existiria um relacionamento com a obcessão de Hitler em encontrar objetos místicos e talismãs, os quais poderiam lhe oferecer "poder ilimitado", com a visita ao Barranco de Badajoz?
O que a SS (Polícia Secreta de Hitler) estaria fazendo naquelas imediações?
Teriam eles, sabendo dos misteriosos fenômenos que ocorriam no local, procurar por algo ou algum "ser" especial?
Quem sabe um dia, quando os documentos recolhidos dos arquivos de Hitler após o fim da Segunda Guerra Mundial, e que estão guardados à sete chaves pelos governos Americano e Inglês por motivos de "segurança nacional", forem liberados para consulta, esse e outros mistérios existentes sejam finalmente revelados.
Mas por enquanto, este é mais um dos vários mistérios que rondam o sombrio "Barranco de Badajoz".

Quem gostaria de fazer uma visita no "Barranco de Badajoz"?